Cinquenta Tons Mais Escuros (E. L. James)

Sim, eu traí o ~movimento~, continuei a ler a trilogia Cinquenta Tons de Cinza de E.L. James. Passei para o segundo volume, Cinquenta Tons Mais Escuros (a ser lançado no Brasil pela Intrínseca em setembro deste ano) e, embora tenha quase desistido no começo, fui até o fim por conta de uma série de motivos, entre os quais: a) tenho TOC com séries, não consigo abandoná-las sem ler todos os livros; b) ainda não conseguia entender a quantidade apavorante de leitoras apaixonadas por um cretino como o Christian Grey (não, a resposta “ele é rico, bonito e pauzudo” não serve para mim) e c) não queria ser injusta com a série, tentei observar o todo. Vai que. Então respirei fundo e resolvi observar a história apenas quanto à diversão que pode proporcionar, já que pelo primeiro volume sabia de antemão que a parte da escrita era sofrível mesmo. A saber, continua sofrível no segundo livro, assim como também continua a chatíssima repetição de expressões/verbos (alguém por favor ensina esta mulher a procurar sinônimos na internet, sim?).

Poréééém, é fato que Cinquenta Tons Mais Escuros é bem mais tolerável do que o primeiro volume. Por tolerável quero dizer: não é bom, mas também não é mais tão ruim. A começar que a dona E.L. James resolve criar um enredo de fato. Isso faz toda a diferença, porque se for observar bem, a estrutura de Cinquenta Tons de Cinza era praticamente uma colagem de micro-contos eróticos, repetindo sempre a mesma sequência de criar a base para o momento em que Grey e Ana transariam e o ato em si, e o livro meio que é só isso, o que é obviamente chato (motivos explicados no meu post anterior). Mas, como disse, no segundo livro temos algo além disso. E. L. James lança mão de vários clichês de livros para mulherzinha, mas consegue criar uma situação de antagonismo e um pouco de mistério, que faz com que o leitor consiga chegar até o final (apesar de um certo mal uso de uma poesia linda de Emily Dickinson). Um pouco do passado de Grey aqui, a ex-sub louca acolá, um acidente com helicóptero, uma tentativa de estupro e vamos indo.

Para situar os leitores: no final do romance anterior, Anastasia pede para Grey que ele mostre o pior que ele pode fazer. Ele mostra, ela não gosta (oh, really?) e o abandona. Começamos Cinquenta Tons Mais Escuros com Anastasia e Grey separados, pensando “puxa, sopraram juízo na cabeça de vento da garota”, mas nãããão, não dá nem um capítulo direito e eles já estão fazendo as pazes. Eu ainda não entendi muito bem como para a Anastasia era tudo só uma questão de ter dito a safe word (os distúrbios da menina fazem com que ela passe de vítima para culpada, no final das contas). Mas ok, eis que entra em cena o Christian “Cute” Grey, que não quer perder Anastasia de jeito nenhum, e resolve deixar todos os chicotes e palmadas e tentar “Mais” (o código do casal para amor/namoro/compromisso/etc.). Confesso que comecei a entender por qual motivo tanta menina diz que Grey é maravilhoso, mas eu ainda não mordi esta isca. Vamos aos fatos:

1. Ele quer proteger Anastasia de tudo, virando um chato completo: chato ao ponto de se meter na vida profissional da garota, de decidir qual carro ela dirigirá e quando dirigirá, etc. etc. etc. É o perfil exato do cara que sufoca a namorada de tal jeito que o namoro não vai além de dois meses. Deixemos de lado o fato que a insistência da Anastasia em ser “uma garota simples” namorando um cara rico como o Grey é simplesmente inverossímil. Não estou dizendo que abriria mão da minha vida profissional se namorasse um cara assim, mas vá, pelo menos aceitar presentes caros de boa eu saberia.

2. Ele continua “de lua”: Ele vai de “Estou muito bravo” com “Você me deixa louco” em tipo, dois segundos. E quando está no modo “de mal” é extremamente grosseiro com a garota, coisa que eu não toleraria de ninguém. Saca aquela figura do homem das cavernas puxando a mulher pelos cabelos? Então.

3. Casamento?!!: a narrativa de E.L. James é meio caótica (aka: mal desenvolvida) e eu perdi a linha do tempo, mas pelos meus cálculos eles estão ali na casa de um mês e meio quando Christian pede Anastasia em casamento. Lembrei automaticamente do episódio de How I Met Your Mother quando Ted diz para Robin que a ama no primeiro encontro. Hold your horses, amigão! Precisamos de eventos para o terceiro livro!

Enfim, ele é maluco e ninguém vai me convencer que é o cara dos sonhos de qualquer mulher, não. Dúvida respondida, continuemos aqui com outra coisa que tenho visto diversas revistas/jornais e afins comentando a respeito do sucesso do livro. Em mais de um lugar vi pessoas sugerindo que Cinquenta Tons de Cinza vendeu/vende tanto porque mostra uma fantasia que as mulheres costumam deixar bem escondida, de serem subjugadas por homens (e aí li até teorias meio loucas envolvendo mulheres no mercado de trabalho e algo que o valha). Ok, pessoal, foco: isso é ridículo. Lendo Cinquenta Tons Mais Escuros fica óbvio que não é a relação dom/sub que atrai, até porque nesse segundo livro isso é quase inexistente (as fantasias eróticas ficam mais por conta dos lugares inusitados onde eles transam do que pelas práticas peculiares de Christian). A questão é que E.L. James traz um punhado de sonhos de consumo feminino, que ao contrário do que possam imaginar não tem a ver com o fato de Christian ser rico, bonito (e pauzudo), mas pelas coisas que ele faz e diz para Anastasia (tirando as barbaridades citadas acima). Há uma inversão e quem domina a situação (pelo menos em teoria) é Ana, porque Christian (supostamente) é tão louco por ela que não consegue imaginar a vida sem ela. Compreendem? Não é a fantasia sexual. É a fantasia do amor declarado, do sujeito que se entrega sem jogos, se rende completamente, de forma transparente. Reparem na quantidade de vezes que a narradora comenta que tem mulheres babando por Grey e ele nem dá bola. Reparem na infinidade de vezes que Grey se esparrama no chão dizendo que a vida dele sem Ana não faz sentido. Etc.

E com isso eu meio que comecei a compreender porque, afinal, tanta gente se encantou com os livros e com Christian. A pessoa que comentou meu post anterior alegando que eu deveria ler todos os livros para opinar não estava de todo errada: as coisas realmente mudam um tanto de figura com o segundo volume. Não entendam mal: o livro continua sendo ruim. Mas se ao terminar Cinquenta Tons de Cinza eu não conseguia entender o motivo pelo qual tanta gente estava lendo o livro, pelo menos agora isso ficou um tanto mais claro. Grey é completamente maluco, mas na hora de ser fofo ele é tipo isso:

I can haz pussy?

Acho que deu para entender.

Mas deixando de lado o Grey, continuo achando a escolha de Anastasia como narradora absurdamente infeliz. Ela é burra demais, tem a maturidade emocional de uma ervilha. Há todo um conflito envolvendo uma ex-sub maluca de Christian e uma arma, e a preocupação número um dela é se ela vai conseguir satisfazer o namorado, ou se ela é bo-ni-ta o suficiente para ele. Sério, Anastasia? A maluca entrar no seu quarto enquanto você dorme não é seu maior problema, garota? Somando a isso a inverossimilhança da voz da narradora (porque convenhamos, alguém que ~lê muito~ como ela diz ler não teria um vocabulário tão limitado), pronto, temos aí a narradora-protagonista mais chata da história da Literatura. E se fosse só protagonista você dá um jeito de deixar para lá, focar no antagonista, torcer para que o livro seja uma tragédia e todo mundo morra no fim, sei lá. Mas ela é narradora. As piras de baixa autoestima dela estão ali toda hora. É. IRRITANTE. DEMAIS. ((Piadinha básica para quem já leu o livro.))

É tão chato que influencia até nas descrições das cenas de sexo porque, convenhamos, quão sexy é uma narração que além de incluir as já mencionadas expressões Holy-qualquer-coisa, Oh my ou a tal da deusa interior, ainda mostra uma séria dificuldade para se referir as partes íntimas da personagem? Não é um pouco irônico que em um livro que tenta quebrar um tabu mostrando um pouco de BDSM ao mesmo tempo se refira à vagina como “lá” e ao ânus como “lá atrás”?  Sei lá. Sensação de filme pornô para passar no Discovery Kids.

Então é isso. Os defeitos da escrita de E.L. James continuam lá, como eu já imaginava que continuariam. As expressões abobalhadas da Anastasia também. Christian Grey continua bizarramente inconstante, mas vá lá, tende mais para o fofo do que para o babaca nesse livro. Anastasia continua completamente idiota. Mas ei, veja o lado bom: agora tem historinha mesmo. Pelo menos você chega até o fim sem ter aquela sensação de ter jogado seu tempo fora.

Cinqueta Tons Mais Escuros
E. L. James
Tradução: Juliana Romeiro
521 Páginas
Preço sugerido: Versão impressa: R$39,90
Versão e-book: R$ 24,90

Saiba mais sobre essa e outras obras no site da Editora Intrínseca

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300 thoughts on “Cinquenta Tons Mais Escuros (E. L. James)

    1. Não entre na provocação, Camila. O uso desse tipo de argumento (“ui, ela deve ser lésbica”) só mostra quão infantil a pessoa é, além de mostrar que ela precisa pisar nos outros pra se sentir alguém. Ou seja, ela não é ninguém. 😀

  1. Impressão minha ou quando se trata de best sellers os comentaristas tendem a ser os piores que existem? Eu até entendo quando alguém leva pro lado pessoal um xingamento contra a mãe, mas cara, é só um livro! Muito mal escrito e com uma história batida, aliás. O que tem de mais nisso? Parece aqueles fãs de bandas emo e happy rock que não suportam que os integrantes sejam zoados. Vamos crescer, né, galera?

    1. Isso ai: e gosto é igual a “nariz”, cada um tem um 😉 …. Já tive amigas brigando por causa do livro, uma gostou tanto que se dói mais com as críticas negativas do que a própria E.L. James!!! Eu, particularmente não gostei, nem da historia, nem da escrita, mas confesso que resolvi apimentar as coisas com meu marido, depois de ler o bendito livro… mas as pessoas deviam ter em mente que, enquanto ficam ai discutindo a autora está com alguns milhares de dólares na conta e nem ai pra elas!!!

  2. Descordo completamente, até porque perguntar se alguém é lésbica é perguntar sobre uma opção sexual, não vejo como pisar em ninguém.
    Eu penso que Mr. Grey é um homem interessante, gato, ricasso, pauzudo, mas muito além disso, ele consegue mexer com a fantasia de milhões de mulheres, mas infelizmente é uma criação, um personagem que anda divertindo milhões de leitoras. Gosto é gosto, se umas gostam de emoção, e outras de “sexo baunilha”, não é possível agradar a todas. Não se sinta tão ofendida com uma simples pergunta irônica! rs

    1. Não sou a Anica, não sou a Camila, mas tem uma coisa que você deveria aprender, filha: a ninguém interessa isso a não ser a própria Anica. Irônica ou não, a pergunta é intrusiva. Tenha modos, por favor.

    2. Apoiada, Caca! Acho que muitos homens deveriam aprender um pouco com ele O segundo livro vem para explicar todos os seus traumas e quais são os seus reais desejos em relação a Ana. Pode até ser somente um livro, mas é com eles que aprendemos grandes lições. E eu quero um Mr. Grey!

      1. “O segundo livro vem para explicar todos os seus traumas e quais são os seus reais desejos em relação a Ana.”

        Tem a resenha dele aqui também. Dá uma conferida e diz o que acha.

    3. Sobre a personagem, você disse que ele é “um homem interessante, gato, ricasso, pauzudo, mas muito além disso, ele consegue mexer com a fantasia de milhões de mulheres”. Mas não é justamente por isso que ele mexe com a fantasia das mulheres? Quero dizer, não há nada de mais em fantasiar um cara assim, mas não esses justamente os atributos que movem essa dita fantasia? Retire esses atributos e o que sobra? Ainda vai ter história pra contar?

    4. O que quero dizer é: no fim das contas, as leitoras não se encantam com a história, mas com a fantasia. A forma como ela conta é primária, os atributos sombrios (BDSM, etc.) são batidos, as protagonistas são unidimensionais. Ou seja, é um “sonho molhado”, só que com maior duração. 😀

  3. Então, “filha”, aprenda a levar a vida mais na brincadeira, e não tão a sério, vai ficar velha mais cedo… rs Anica, não foi uma pergunta querendo realmente saber sua orientação sexual, e sim uma ironia por você não gostar do Mr. Grey. rs That’s all!! 😉

    1. Ih, Caca, você não viu nada. Dá uma lida nos comentários dos outros livros resenhados da série. É uma coisa pior que a outra, virou uma bagunça em que até feministas criticaram a Anica. Tá vendo como é difícil agradar todo mundo? Aliás, acho que isso nem deve passar pela cabeça do pessoal por um simples motivo: isso compromete a percepção da obra. Uma resenha/crítica tem muito a ver com as experiências pessoais e intelectuais da pessoa, e a realidade nunca é e nunca foi uma só. Daí que eu mesmo não entendo as guerras que uma simples obra provoca entre as pessoas.

  4. O povo se pega por causa de um livro.. meu Deussssssssssssss… esse é um Blog que fala de livros, acho que os comentários deveriam ser a respeito deles, e não sobre os blogueiros/leitores…. gente é só um livro, é muito bacana a troca de opiniões, as pessoas são diferentes, têm opiniões diferentes e isso é enriquecedor… teve gente que leu e odiou, eu li e gostei, mas não é por isso que vou brigar com quem tem uma opinião que diverge da minha… concordo com as pessoas que falam que o livro foi mal escrito, mas ainda assim acho a estória muito boa, consigo ver tanto o lado positivo quanto o negativo do texto, e para mim o saldo é positivo, mas como disse essa é minha opinião, respeito quem pensa diferente, devemos lembrar sempre que quem quer respeito, tem que saber respeitar!

  5. Bom, como são as coisas né ? É muito interessando ler várias opinioes sobre um mesmo assunto.
    Bom, eu gostei muito do primeiro livro e já não gostei do segundo, achei muito cansativo, repetitivo (não aguentava mais o termo MINHA DEUSA INTERIOR) e muito sexo, eles parecem dois coelhos no cio. No inicio é legal mais chega uma hora que transborda, já estava estafada.Nem os encantos de Christian Grey na cama foram suficientes para eu suportar tanto sexo… Mas o que valeu a pena nesse livro foi ver a transformação que o amor fez na vida de Christian e como ele conseguiu superar seus traumas e se entregar de cabeça a algo novo e inesperado, AMAR e ser AMADO.

  6. Nossa, é muito interessando ler varias opiniões a respeito de um mesmo assunto.Eu sinceramente gostei muito do primeiro livro e já não gostei do segundo. Achei muito repetitivo (não aguentava mais Anastasia usando o termo MINHA DEUSA interior) e muito apelativo ao sexo, no inicio até que foi legal, mas chega uma hora que transborda.Nem Christian Grey com seus encantos e atributos na cama me fizeram suportar tanto sexo, eles pareciam dois coelhos no cio. Porém o que eu gostei muito nesse livro, foi ver a transformação que o amor fez na vida de Christian, como ele conseguiu superar seus traumas para AMAR e principalmente aceitar o fato de ser AMADO.

  7. Amei o que vc escreveu aqui! Você relata exatamente o que eu penso do primeiro livro! Eu fiquei até com vontade de ler o segundo…confio nas suas palavras! Valeu!

  8. Gente, é só um livro…entreterimento. Cada um sai da sua rotina/relidade como quizer. Adorei os 2 primeiros livros…estou esperando o terceiro !!! Pra mim quanto mais fora do real melhor !!! pra que coisa mais sem sentido do que …Senhora, Helena…Iracema, etc. Para mim Gray…é tudo de bom …lá no livro !!! Meu marido é que é a realidade !!! bjs a todos !!!

    1. Concordo com o comentário da Fabiana Mendes, o segundo livro novamente comete as mesmas falhas do primeiro como as frases repetitivas. E a quantidade de sexo, não sei como não se cansam, pois, se observar bem o sexo deles não é um sexo “baunilha” como diria o prórpio GREY. A mocinha também me cansou, já que ela, em uma grande parte do livro o fazia o tempo todo lembrar de algo que ele queria se libertar como o quarto de jogos. Porém é legal ver como as pessoas podem mudar quando realmente amam e quando se deseja passar o resto de sua vida com a pessoa amada. Estou esperando lançar o terceiro e acho que derrepente vou gostar um pouco mais, pois, pelo primeiro capítulo parece que vai ter um suspense e uma vingança.

  9. Meu Deus!
    Depois de ter sido praticamente massacrada pelas amigas depois de declarar minha indignação ao final do primeiro livro e, posteriormente pensar, hmm.. vou dar uma chance pra essa tal escritora que conseguiu transformar isso em um best seller, me senti infinitamente aliviada por encontrar alguém que se sinta exatamente como eu sobre a trilogia!
    Faço minhas suas palavras.
    haha

  10. Gente, de tanto todo mundo falar na série, mídia, etc e tal, comprei o primeiro livro, mas usado (a pessoa mal leu e já enjoou), pois assim não perderia dinheiro além de tempo… Felizmente, o tempo que perdi foi relativamente pouco, já que só os e-mais bobos e chatos entre os dois consomem umas trocentas páginas e gastei poucas horas para ler o livro e não, não domino a leitura dinâmica, é que o livro é pobre mesmo! Fácil de ler… Não que eu tenha gosto por aqueles que a gente só entende com o dicionário do lado, mas não sei se é porque leio muito e tenho vocabulário melhor que a narradora/autora, mas também o achei chatíssimo, além de enfadonho, medíocre e com uma historinha pra boi dormir! Pelo amor de Deus, pra quem era virgem e nunca (hãmmm????) tinha se masturbado na vida a garotinha saiu uma boa bisca, né? Tá bom que ela consegue ter orgasmos apenas com o toque do Mr. Grey! Faria mais sentido se na historinha ele fosse um E.T, com digamos, poderes telecinéticos ou multissensoriais… E cairia melhor que ele tivesse pelo menos uns 36 anos, porque sendo um garotinho de 26/28 fica ainda mais difícil de engolir… Aliás, que enredo???
    Pelo menos no primeiro livro os dois só transam (e com exceção da última surra) o sexo é não é baunilha, é sabor banana maçã e sem canela! E sem mais delongas, a personagem da Ana mais parece ser a Bella Swan, de Crepúsculo, caso o Edward Cullen tivesse morrido (de novo e definitivamente) no 2o livro… Ela teria mudado de nome, feito faculdade e dado a sorte de encontrar outro milionário pra bancá-la…. Ah… Mas imagina, ela “odeia” que o namorado gaste pequenas fortunas com ela… Tenha dó!!! Será que se o Mr. Grey fosse motorista de táxi, a levasse pra jantar em self service e trocado seu guarda roupas com suaves prestações na C&A ela o teria amado/idolatrado em tão pouco tempo?? Outra coisa: fico triste em saber que o livro é sucesso de vendas… Isso significa que, OK! a mulherada deixou os panos de prato de lado e foi ler, mas se esse tipo de leitura (digo, pobre culturalmente) é o que as satisfaz, é pra ficar triste mesmo! Não sei se terei coragem de comprar o 2o livro… Acho que vou só ficar na curiosidade!!
    Ps.: Adoro a saga Crepúsculo, mais fácil acreditar em vampiro virgem do que no rico/bonito/pauzudo Mr. Grey!!!

  11. Bem eu achei esse livro bem legal,melhor do que o primeiro isso é de fato verdade. A Ana narrando que é meio chato, ela consegue ser mais chata que a Bella narrando, mais fazer o que essa escritora é meio louca! Bom eu ainda não li o último mais quero terminar logo. Bom sou meio nova para entender muito bem estes livros só tenho 16 aninhos como diz Gray: um bebê. Vou ler o terceiro para acabar logo com isso, quando começo com uma série tenho que terminar mesmo sendo chata!

  12. Gente amei a resenha. Na verdade também faço resenhas, e não leio resenhas que ainda não fiz, mas como fiquei curiosa, pois a sensação que eu tinha era que estava fora do foco desses livros. Por ser resenhista leio tudo, e também não abandono o barco adoro séries, boas séries.
    A gente não pode considerar esses livros uma série, não é verdade? Também me questionei esse sucesso todo. Temos livros com histórias maravilhosas que não conseguem deslanchar, a lição que tiro, é que tá faltando homem com pau (odeio essa expressão e a galera resolveu adotar, para nominar o membro da classe masculina, só faltava chamar o local a depositar o pau de bu…., que me recuso a escrever. Isso pelo visto é o que chama a atenção para o Grey, quanto a Anastasia, prefiro nem comentar.
    Enfim, excelente resenha.

  13. Gostaria de escrever um livro e o mesmo se tornar sucesso editorial no mundo inteiro, como
    os tons de cinza (a trilogia); ademais, penso que o livro não enfatiza o erotismo de uma forma vulgar, mas o amor profundo e intenso entre um homem e uma mulher. Penso que esta é a expriência fundamental que todos nós procuramos. A questão é: até que ponto estamos dipostos a fazer e até onde queremos e podemos ir para amar a si mesmo e ao outro? Penso que o livro trata também de autoaceitação e autosuporte!

  14. Gostaria de escrever um livro e o mesmo se tornasse sucesso editorial no mundo inteiro, como
    os tons de cinza (a trilogia); ademais, penso que o livro não enfatiza o erotismo de uma forma vulgar, mas o amor profundo e intenso entre um homem e uma mulher. Penso que esta é a experiência fundamental que todos nós procuramos. A questão é: até que ponto estamos dipostos a fazer e até onde queremos e podemos ir para amar a nós mesmos e ao outro? Penso que o livro trata também de autoaceitação e autosuporte!

    1. “Penso que o livro trata também de autoaceitação e autosuporte!”

      Contudo, o livro não trata de auto-descoberta, mas de uma iluminação advinda de fora. Se dependesse apenas da Anastasia, ela não deixaria de ser o “pão dormido” que é. Agora, se a influência de Christian foi realmente positiva, bom, aí estamos abertos à discussão, como você pode ver neste post.

  15. Toda vez que eu venho nesta página ou páginas correlatas eu me pergunto, “será que todo mundo leu o mesmo livro?” Não é uma pergunta estilo Barthes ou Eco, mas a forma como algumas pessoas depõem sobre o romance me faz perguntar se elas não querem se autoenganar, convencer-se de que o livro é bom em seu todo em vez de admitir que ele apresenta falhas. Chega a soar religioso a forma como as pessoas não querem assumir tais erros, como se o castelo de areia que tivessem construído com base nisso fosse desmoronar ao mínimo sopro. Talvez isso ocorra também porque teve gente que genuinamente gostou da história (gente que pensa, “não tô nem aí se a autora é analfabeta”), não admitindo que o romance (o livro) seja ruim de qualquer ângulo analisado. E aí a turma apela pra números (“vendeu milhões!”) e pro ataque pessoal (“quem escreveu a crítica deve ter problemas conjugais ou não ser hétero”). Tem gente lendo “mommy porn” que parece que não saiu do “young adult”. 😛

  16. Bom, pra mim o sucesso do livro é exatamente o estilo de vida que o chris acaba proporcionando a ana, e nós leitoras acabamos nos colocando no lugar dela. Eu adorei , achei a história deliciosa, não pelos varios encontros eroticos do casal, mesmo porque , não sou fã dessa pratica, mas o mistério que o envolve, o amor que ele sente por ela tão declarado e ao mesmo tempo tão contido. Por fim , ana deveria ser mais recepitiva em relação aos presentes e acho que falta um pouco mais de intimidade sentimental entre os dois. Adoto ler os e-mais que eles trocam…hauahuahaauhaua.

    1. Ditado reducionista que prova a incompetência alheia em fazer digressões sobre o que quer que lhe seja apresentado, sendo incapaz de realizar qualquer julgamento por não saber ou não conseguir formular critérios que justifiquem sua opinião.

  17. Só tenho uma coisa a dizer a essa pessoa chamada Valéria Cristine do Espirito Santo,sinto muito por você não ter gostado do livro,mas sinceramente acho que você não ler nenhum,pois sempre soube que quem gosta de ler gosta de escrever,e minha querida você escreve errado pra caramba,antes de você sair por ai falando o que não deve,querendo da uma de intelectual,se informe,você realmente precisa ler mais,fica a dica….

    1. Não sou a Valéria, mas acho que para criticar alguém que não consiga escrever direito você precisa, pelo menos, saber como se escreve. Seu comentário, por exemplo, apresenta um excesso de vírgulas que, a não ser que você seja Jose Saramago, não fazem nenhum sentido, mas antes dificultam a compreensão do texto, sem falar no uso de infinitivo quando, na verdade, deveria ter conjugado o verbo de acordo com a pessoa e número. Informe-se. Fica a dica. 😀

  18. Comentário muito coerente dentro de uma gramática perfeita Sr. Bruce, e apesar de estar lisonjeada pelos termos que o Sr usou, isso não muda minha opinião. Além do mais, o Sr esqueceu-se de mencionar que meu comentário é análogo a tantos outros, apenas está resumido em poucas palavras. Obrigada.

  19. Sem problemas. Comecei a ler o segundo livro e, apesar de eu não estar totalmente satisfeita com a narrativa, algumas expressões dos personagens e de alguns critérios usados pela autora incluindo seus termos, me vejo pega pela curiosidade de saber o vai acontecer em seguida. Isto é coisa que só quem realmente gosta de romances sabe. Bom, em um país onde disponibiliza-se na TV aberta programas como “Domingão do Faustão”, “Eliana”, “Ratinho”, entre outros; um livro de E L James está bom demais, Obrigada.

    1. “Isto é coisa que só quem realmente gosta de romances sabe.”

      Sim, mas eu mesmo preferiria algo melhor – é impossível termos dez “Jane Austen” de uma vez, mas é possível ter cem “E.L. James” andando por aí. Independente do estado deprimente da cultura, acredito que não podemos nos contentar com tudo que aparece – não estou falando do seu caso, já deixo claro. Você deve ter seus motivos para ler um romance assim -, daí a necessidade da crítica para ver se a qualidade eleva um pouco. Existe algo que os defensores do romance de James não entendem, que é a transitoriedade da Arte, dos gêneros, dos gostos. Eles acusam os críticos de serem “elitistas”, “metidos a besta”, “intelectuais”, pois só gostam dos “clássicos”, “não vivem o presente”, mas isso é uma visão superficial da coisa. Um clássico se torna um clássico porque fala a todos independente de quando foi escrito, mesmo não tendo feito sucesso no passado – “Moby Dick” foi considerado um porre, “O Grande Gatsby” foi mal-compreendido, “Lolita” foi acusado de indecente, etc. Neste exato momento temos centenas de escritores querendo escrever como E.L. James pois perceberam que qualidade não é rentável, o texto não fica nem na média, apresenta muitas incoerências e quando lido de verdade causa asco. Basta colocar sexo e protagonistas unidimensionais e pronto, temos um romance que vai apelar pra libido alheia mas não vai ter nenhum impacto de verdade sobre o leitor – fazer pessoas chorarem é algo muito fácil, mas refletirem… (Refletir sobre o estado atual da sua vida sexual pra mim me parece algo superficial, até porque a “Claudia” e a “Nova” falam sobre isso 90% da revista inteira). Logo, dificilmente “Cinquenta…” se tornará um clássico – talvez este nem tenha sido o interesse da autora -, mas também não é um romance que “deva ser lido” nem que seja “significativo” para a atualidade, independente de tratar de um assunto como sexo. Há quem apele para o fato de que ele é “polêmico”, mas BDSM é tema de romances eróticos desde o século XIX, e a culpa só pode ser dos leitores se ignoram esse fato e acham que James trouxe um sopro de renovação para o chick-lit ao escrever (mal) sobre o assunto. Infelizmente, de todos os ângulos que eu possa analisar, mesmo dos mais superficiais, esse romance é indefensável e dispensável, nem para fins de entretenimento serve. Sinto muito.

  20. Acabei de ler o primeiro livro da série, e vim direto no GOOGLE procurar saber o porque eu deveria ler o segundo livro de uma coisa tão idiota e sem nexo, logo, achei a sua brilhante critica e descrição.
    Exatamente tudo que eu senti ao ler o primeiro livro, UMA NOITE DE INSONIA DESPERDIÇADA.
    Mas o meu interesse para o segundo livro era exatamente esse, será que no segundo volume ela criou uma “história”, porque no primeiro livro o ciclo vicioso era… vamos transar hoje ou não? o que será que ele vai fazer comigo?
    Não entendo nada de universo BDSM, mas sei de uma coisa… as descrições dela SÃO PESSIMAS.
    Só queria agradecer por me informar sobre o próximo livro, acredito que vou ler sim, e pelo mesmo fator que você, não conseguiria abandonar uma série por mais ruim que seja.

  21. Ah e me esqueci de citar, vi muita gente nos comentários citando que Anastacia e Bela são muito parecidas, não sei se todos sabem mas essa história ERA uma fanfic inspirada em Twilight sim!
    Quem leu crepusculo vai conseguir notar as semelhanças. Christian é rico, no começo diz pra ela ficar longe, tem um sorriso torto, tem o cabelo bagunçado, toca piano, gosta de musica clássica (parecido não)
    Anastacia se diz sem sal, desastrada, estudante de literatura, (não sei quem acompanha o fandom do site fanfiction.net, mas as fanfics de twilight tem o costume de retratar Bela como estudante de literatura), mora com a amiga (que na fanfic era a Rosalie), Kate fica com Elliot( que na fanfic eram Rosalie e Emmet) enfim, muitas evidencias, e posso afirmar isso porque a muito tempo eu li essa fanfic em ingles e em seguida algumas meninas começaram a traduzi-la para o português, quando vi do que se tratava parei nos primeiros capitulos, mas a autora realmente se inspirou em twilight.

  22. Garota! Acabei de ler o livro e entrei na net em busca do “resumo” do segundo, porque me recuso a ler mais dois volumes de um negócio tão mal escrito MESMO! E, de repente, não mais que de repente, dou de cara com a sua resenha e me LIBERTO da sensação de culpa! Enfim, não sou doida e não estou babando. Também entendia bolachas do por que as meninas suspiravam pelo livro (e pelo Sr. Grey – ops, isso não era marca de perfume?! ), e resolvi ler o negócio. Sobretudo porque sou MUITO DA CONVENCIDA e acho que meus contos eróticos são os melhores do mundo. Continuei pensando do mesmo jeito quando terminei a leitura. E concordo com você em número, gênero e degrau! E somo aos seus cometários: como é que uma obra que é intitulada de “Conteúdo Adulto” se refere ao pau do camarada como ‘EXTENSÃO AVANTAJADA”?! Ah, vá pro inferno! Enfim, parabéns por suas reflexões, gostei muito. E se não for pedir demais, dá uma lida dos meus contos? Quero saber sua opinião! http://blogcalcinhamolhada.blogspot.com ( a moçada gosta do “Homem Perfeito”, mas ultimamente tenho tido mais fantasias com O Três. Passa lá, ok? Envio para ti o conto por email, se vc desejar ler. ) Abraços!!!!

  23. Realmente concordo com a resenha, o primeiro livro é de caráter discutível. Confesso que fiquei até indignada pela falta de amor próprio da narradora-personagem e foi meio que um alívio no fim do primeiro volume, quando resolve abandonar o relacionamento . Odeio ler textos ou livros e não terminá-los, por tanto continuei e realmente me arrependi. O “mocinho” ou maníaco sexual, não sei exatamente como ele se enquadra… não é verdadeiramente o sonho de todas as mulheres, já que decide ser meigo e fofo apenas alguns poucos capítulos e subitamente muda de comportamento. Isso acontece durante as mais de 400 páginas do livro, sem contar na baixa-estima da Anastácia que me tira do sério. Um livro erótico trata da mais íntima ligação do casal, então na minha humilde opinião não pode ser um conto de fadas e de repente um filme pornô. Um pouco mais de realismo quando ao caráter de um relacionamento poderia melhorar o livro, sem dúvidas. Eu poderia lê-lo com prazer se a narradora-personagem fosse menos idiota e confusa nos seus surtos breves por maior autonomia e em seguida engolidos por seu parceiro completamente desequilibrado.

  24. Anica, querida…

    Na verdade, na verdade, afirmo com todas as garantias possíveis q não precisamos ter doutorado, nem ter um vasto vocabulário p dizer q vc morre de inveja da maravilhosa ex-executiva de TV e agora escritora E L JAMES. Vc é invejosa sim!!!!!!!!
    E L James, escreveu e agradou muita gente, e além do mais, nem Jesus Cristo q desceu do céu e morreu p nos salvar, agradou todo mundo, né?
    Só sinto pena de vc e dos q comungam de sua opnião!!!!!!

    1. Quer dizer que sou obrigada a gostar de qualquer sucesso editorial caso contrário sou invejosa? Que raciocínio bizarro. De qualquer forma, há aquela velha máxima de que quem não sabe responder um argumento ataca o argumentador, e parece que é o caso aqui. Em nenhum momento eu agrido quem lê e gosta do livro. Eu poderia muito bem dizer que pessoas como você são completamente imbecis por gostarem de um livro ruim como esse (e jogarem tempo fora vindo defendê-lo em blogs aleatórios), mas eu de fato acredito que uma obra repercute de formas diferentes para diferentes leitores, então não associo o fato de gostar do livro a uma falha de caráter do leitor. Desse modo, gostaria que você tivesse o mesmo respeito por mim e, da mesma forma, não associasse o fato de eu não gostar do livro a uma falha de caráter minha. Eu achei ruim, e expliquei os motivos. Você pode não concordar com eles, pode respondê-los. Sem que para isso tenha que me chamar de invejosa ou qualquer outra coisa do tipo, porque né, isso não é argumento.

      1. Se uma pessoa opinar sem argumentos já é uma vergonha, imagine uma pessoa que sem argumentos apoia tal embuste?

  25. Anica, o livro é ruim. A Anastácia tem mesmo o cérebro de uma ervilha e autoestima seriamente comprometida. O Grey é um babaca egocêntrico com alguma pereversão sexual (mas parece ser um homem bem gostoso…). O livro é isso. Só isso. Acho que o livro, aliás, a trilogia, não passam disso… Não vejo sequer espaço para discussão. Entrei nesse blog por acaso, estava comprando o III. Para passar o tempo e pensar em sexo também (além do trabalho, das obrigaçoes, etc), é uma leitura legal. Hot. Sua resenha está ótima. Mas não entendo tanta discussão, sabia? É como falar da falta de caráter de personagem de novela. Fazer juízo de valor de personalidade fictícia? Hehehe… Parabéns pelas suas respostas, Anica.

  26. Não vou negar que o título me deixou curiosa e que detalhes do primeiro livro de água na boca…Mas não soa estranho que o” cara controlador” chegue ao ponto de perder a linha por causa de uma ingênua garota?

    1. Acho que não, pois acima de tudo trata de um romance – tétrico, mas romance. A autora quer que as camadas de sexualidade e amor se estreitem, mas faz isso muito mal, faz um desserviço à identidade sexual feminina. No fim das contas, é a repetição da velha história do príncipe encantado, só que a submissão social dá lugar à uma submissão pessoal, chegando ao ponto de anular a individualidade dela, quando o propósito do BDSM é que a troca represente um reforço a tal individualidade pois ambos se submetem a posições antagônicas pensando um no outro. No final, a impressão que se tem é de que Anastacia não existe a não ser por causa de Grey.

  27. Ao ler essa resenha, a impresão que dá, é que vc faz aquele tipo que tem vergonha de gostar de algo que é uma “modinha”. Você passa a impressão de ter gostado, mas não dá o braço a torcer, pq não quer que as pessoas saibam que está gostando de algo que os ‘cult’ cibernéticos acham tão ruins! Até porquê se você REALMENTE tivesse achado a leitura tão insuportável, teria parado de ler. (sem essa de TOCs… rs) Em alguns pontos, concordo com você, como no caso em que diz que para uma amante da literatura, Anastasia tem um vocabulário bem pobre. Mas, vamos considerar? É um livro extremamente comercial! Um livro que tem ‘tudo o que as mulheres gostariam de ter, fazer ou viver’. Um livro feito pra alcançar diversos tipos de pessoas de diversaas classes… Como tem alcançado. Sei lá, cada um tem sua opinião, e a sua é válida, claro. O que mais me chamou atenção, é que todo esse texto não me convenceu. Posso estar errada, mas a impressão que tenho, é que a sua opinião sobre o livro não seja essa na realidade. Enfim… Vocabulário por vocabulário, você com toda essa formação, também não apresenta um que seja lá essas coisas.

    😉

    1. “Ao ler essa resenha, a impresão que dá, é que vc faz aquele tipo que tem vergonha de gostar de algo que é uma ‘modinha’.”

      Não poderia estar mais errada, cara fã. Aproveite que você já está aqui e vasculhe o restante do site. Você ficará mais extasiada com isso que com um fisting pelo próprio Christian Grey! 😀

      “Você passa a impressão de ter gostado, mas não dá o braço a torcer, pq não quer que as pessoas saibam que está gostando de algo que os ‘cult’ cibernéticos acham tão ruins!”

      A forma como você põe isso passa a ideia de ofensa aos leitores e comentaristas do site. Por favor, não nos tome como fazendo parte do seu grupo – a saber, de gente superficial.

      “Até porquê se você REALMENTE tivesse achado a leitura tão insuportável, teria parado de ler. (sem essa de TOCs… rs)”

      O site foi criado com o propósito de ser uma referência, de dar dicas de literatura – tanto é que o mesmo livro é muitas vezes lido por várias pessoas, algo que você saberia se tivesse se dado ao trabalho de pesquisar um pouco em vez de ficar tirando conclusões sobre os outros da forma como Grey tira absorventes – ou seja, “that escalated quickly”. Logo, seu argumento é vazio.

      “Em alguns pontos, concordo com você, como no caso em que diz que para uma amante da literatura, Anastasia tem um vocabulário bem pobre.”

      Eu complemento que a personalidade dela é que é deprimente. Bella Swan, sua inspiração, tinha um vocabulário rebuscado – mas também era tão deprimente quanto. Nenhuma delas existe a não ser em função do macho alfa.

      “Mas, vamos considerar? É um livro extremamente comercial!”

      YOU DON’T SAY?!

      “Um livro que tem ‘tudo o que as mulheres gostariam de ter, fazer ou viver’. Um livro feito pra alcançar diversos tipos de pessoas de diversaas classes… Como tem alcançado.”

      Não vejo nada de mais nesse livro. Ele continua propagando a história do Príncipe Encantado. A única diferença é que tem sexo – como nos contos de fadas originais, antes de Perrault e os Grimm os retalharem. Ou seja, não é lá grande coisa, só repetição do mesmo.

      “Sei lá, cada um tem sua opinião, e a sua é válida, claro.”

      No entanto, você ataca a “ética” da resenhista. Menina, já vi que seu problema é distúrbio de personalidade; sabia que existe tratamento para isso? (Agora sabemos porque é Paula/Heloisa, rs.)

      “O que mais me chamou atenção, é que todo esse texto não me convenceu.”

      Existem inúmeras razões para isso, como o fato de que você gostou a tal ponto que internalizou tal gosto que chegou a ponto de ofender a resenhista. Isso está bem óbvio pela forma como você fez seus comentários.

      “Posso estar errada, mas a impressão que tenho, é que a sua opinião sobre o livro não seja essa na realidade.”

      Saindo pela tangente, né? Seja homem, minha filha. 😀

      “Enfim… Vocabulário por vocabulário, você com toda essa formação, também não apresenta um que seja lá essas coisas.”

      Se o problema dela é vocabulário – o que discordo -, o seu é de gramática em geral, matando regência, uso de vírgulas, etc. Como alguém que não sabe escrever direito se propõe a criticar os conhecimentos léxicos de outrem?

      Duas dicas, Heloisa/Paula: além do psiquiatra, procura um professor de língua portuguesa. 😀

      1. Ai Bruce, além de fã da Anica virei muuuuuuuuuuuuuuito sua fã!
        Faça-me o favor dona Heloisa/Paula, se manca!

  28. Ao ler essa resenha, a impresão que dá, é que vc faz aquele tipo que tem vergonha de gostar de algo que é uma “modinha”. Você passa a impressão de ter gostado, mas não dá o braço a torcer, pq não quer que as pessoas saibam que está gostando de algo que os ‘cult’ cibernéticos acham tão ruins! Até porquê se você REALMENTE tivesse achado a leitura tão insuportável, teria parado de ler. (sem essa de TOCs… rs) Em alguns pontos, concordo com você, como no caso em que diz que para uma amante da literatura, Anastasia tem um vocabulário bem pobre. Mas, vamos considerar? É um livro extremamente comercial! Um livro que tem ‘tudo o que as mulheres gostariam de ter, fazer ou viver’. Um livro feito pra alcançar diversos tipos de pessoas de diversaas classes… Como tem alcançado. Sei lá, cada um tem sua opinião, e a sua é válida, claro. O que mais me chamou atenção, é que todo esse texto não me convenceu. Posso estar errada, mas a impressão que tenho, é que a sua opinião sobre o livro não seja essa na realidade. Enfim… Vocabulário por vocabulário, você com toda essa formação, também não apresenta um que seja lá essas coisas.

    😉

    1. “Paula” e “Heloisa”, apresento para “vocês” um negócio chamado ip:

      Autor: Paula G. (IP: 216.99.65.10 , 216.99.65.10)
      Email: paula_gonck@yahoo.com.br

      **

      Novo comentário sobre seu post “Cinquenta Tons Mais Escuros (E. L. James)”
      Autor: Heloisa (IP: 216.99.65.10 , 216.99.65.10)
      Email: heloisaverloc@yahoo.com.br

      ***

      No mais, continuo acreditando no direito de poder manifestar minha opinião, seja ela positiva ou negativa sobre o livro. Como já comentei aqui em outro momento, não lembro de ter faltado com o respeito com os leitores da série criticando quem lê o livro, chamando de idiota por isso, então adoraria que quem gostou tivesse o mesmo respeito por mim. Estou aberta a falar sobre o LIVRO. Mas aí escolhe um usuário só, tá? Beijo.

    1. Meu Deus, a mina/o mano consegue ser imbecil até quando posta com dois nomes o mesmo comentário! Kkkkkkkkkk. Liv, tô começando a achar que esse tipo de literatura deve causar algum efeito nocivo que transforma o cérebro em extensão da clitóris, ou seja, só passa a funcionar pra’quilo, rsrs.

      1. Como alguém consegue realizar tal proeza? Múltiplas personalidades, só pode. O lado positivo pra ela é que ambas as personalidades concordam com o mesmo argumento. 😀

    1. Se você gostou tanto do livro, por que se incomoda tanto com a crítica alheia?

      (Falando nisso, saiba usar uma vírgula e o porquê de “por que” vir separado.) 😀

    1. é, porque falar da vida sexual de quem criticou o livro fala super a favor de sua inteligência e maturidade, não é mesmo? já que estamos generalizando mesmo, com esse seu comentário dá para ter uma boa ideia do tipo de pessoa que gosta desse livro . ;D

      1. Eu to chocada com esse monte de críticas à Anica!
        Pelo que eu saiba, todas as mídias tem livre expressão no Brasil.
        Nos editoriais dos jornais, os autores não manifestão suas impressões? Os críticos de cinema não podem detonar um filme “meia boca”?
        Qual é o problema de se colocar a opinião sobre um livro aqui? Seja ela positiva ou negativa? A Anica já deixou claro em diversos momentos que o objetivo não é influenciar ninguém, e muito menos depreciar aqueles que gostaram!
        Os que estiverem incomodados, que se retirem!

  29. Bom tarde ,
    Você Anica é uma ridicula e mal amada !
    Morre de inveja da James por ter escrito um livro (chato , sem história, porém um Best Seller), eu amei a trilogia, eu amo a James e todos os seus livros..
    Eu e muuuuuuuuuuuuuuuita gente , tenho certeza que tem mais gente que AMA , do que gente petulante e desnecessaria que ODEIAM .
    Não tem o que falar pra arcesentar, vai usar sua boca pra fazer outra coisa melhor filha !

    1. Aff…acho que mal amada deve ser você por ter gostado dessa história, pq pra mim só quem não é “bem amada” que acha o livro interessante…”olha, que diferente, será que existe isso?…vou tentar”…
      A leitura é de doer, expressões repetidas que várias vezes eu parei pra pensar se tinha me drogado antes de começar a ler o livro, ou se sei lá, se tinham páginas repetidas na minha impressão…Acho que na trilogia toda tem mais “pontos finais” do que na enciclopédia barsa inteira, a deusa interior dela, que se eu encontrasse na rua eu dava um tiro, é um pé…sem contar que a quantidade de “Puta merda” que tem na história toda é irritantemente exagerada…História sem graça, eu tb chorei sangue pra terminar de ler, e como a Anica, tb tenho a mania de terminar os livros em série…esse foi quase uma penitência…espero que conte de alguma coisa no juízo final, pq se sim vou pro céu direto, certeza…O pior livro que já li na vida…e olha que já li muita coisa, tinha horas que ficava pensando que se talvez eu começasse a ler a lista telefônica eu me sentiria menos irritada…

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