Simon’s Cat: As aventuras de um gato travesso e comilão (Simon Tofield)

Não há dúvidas, a Internet é feita de gatos. Você pode até não gostar dos bichanos, mas sites como o I can has cheezburger só comprovam o que muito gateiro já suspeitava: faça algo com gatos e você fará sucesso. Uma pessoa que descobriu isso foi Simon Tofield, que em 2007 colocou no ar o vídeo Cat Man Do, o primeiro da série de animações Simon’s Cat. O sucesso foi tão grande (mais de 200 milhões de fãs no Youtube), que Simon’s Cat ganhou espaço em outros lugaress: sai em tirinhas no Daily Mirror e em livros, sendo que o primeiro chegou no Brasil pela editora L&PM agora em 2012. Com o subtítulo “As aventuras de um gato travesso e comilão”, o livro traz mais de duzentas páginas com ilustrações do bichano.

A sacada de Tofield é que ele faz um trabalho de gateiro para gateiros: em inúmeras situações você pode reconhecer seu gato nos desenhos. Afinal, quem convive com esses bichinhos sabe que apesar de serem lindos e, ao contrário do que dizem as más línguas, extremamente fiéis e excelente companheiros, ainda assim aquele fator “personalidade” desses animais de estimação acabam causando situações que só quem tem um reconhece. Por exemplo, revendo agora o primeiro vídeo de Tofield reparei no colchão – cheio de rasgões criados pelo gatinho ao afiar as unhas. Sim, o meu está exatamente desse jeito, só em um cantinho, que eles elegeram como o favorito. Vá entender. O “vá entender” serve tanto para o que faz o gato só arranhar um canto, como o que faz um ser humano manter um bicho que detona um objeto tão importante do lar.

Mas é isso. Nós gateiros colocamos as coisas na balança e chegamos a conclusão de que um miado incessante no meio da noite em busca de comida ou ter que liberar mais espaço na cama do que cederíamos para os nossos próprios cônjuges ainda assim não pesa mais na balança do que o ronronar ao se aproximarem de nós, ou aquela mexidinha de rabo que mostra que ele está feliz em ver você.  E é nisso que Tofield nos conquista. Seu gatinho (inspirado em vários bichanos que tem ou teve) age como os nossos, em suas qualidades e defeitos. Inclusive em defeitos que acabamos até enxergando como qualidades, ou vai me dizer que você nunca achou legal o fato de seu bichinho ser um tanto independente de você quando o assunto é alimentação, mesmo que isso custe uma certa bagunça em sua cozinha?

Há ilustrações no livro em que eu claramente via meus gatos (ajuda também o fato de que minha Clara Papel é branquinha como o Simon’s Cat). A bagunça com a caixa de areia ou o pote de ração, o modo como domina completamente o espaço do computador (e eu sempre brinco “E por que é feito de calorzinho, né, Papel?“)… há tanto ali que não tem como não se reconhecer em Simon, e como não reconhecer nossos gatinhos. E se você, sujeito que nunca teve um gato na vida e diz “preferir cachorros” chegou até aqui buscando coletar argumentos para provar que cães são melhores do que gatos, fica a dica: nós não nos importamos. Sabemos que eles não são perfeitos. Mas, como disse antes, ainda achamos que vale a pena. Assim como aqueles que moram em apartamento e tem que levar o cãozinho para fazer cocô em dia de chuva acham que vale a pena ter um cachorro como animal de estimação.

Mas o livro não é sobre essa velha questão de cães e gatos, é só sobre gatos, então deixemos isso para lá. Há outra coisa nos desenhos de Tofield que também agrada que é o senso de humor. Eu já vi pelo menos três vezes uma sequência onde Simon dá remédio para o gato e depois o gato enfia um rato na boca do dono e em todas elas acabei rindo alto. Obviamente não é o que um felino faria, mas quando ele extrapola e faz de seu bichano um animal inteligente o suficiente para inventar mil estratégias para conseguir pescar um peixe ou comer alguns passarinhos, de certa forma dá para lembrar muito de gatos famosos como Garfield. Não é só no que você se reconhece que o livro é encantador, mas nas personagens em si. A relação do gatinho com o gnomo de jardim, por exemplo, é muito engraçada. Além disso tem também uma série de características próprias do Simon’s Cat, como quando aponta para a boca pedindo comida:

Que, de certa forma, parece mostrar bem o que nossos gatinhos adorariam fazer quando não nos tocamos quando já dá para ver um pouco do fundo do pote de ração, já está na hora de encher com mais comida. São os pequenos detalhes que fazem os videos tão legais e, como consequência óbvia, o livro ser tão divertido. E por causa disso fica a torcida para que a L&PM lance os outros títulos de Simon’s Cat (além desse encontrei na Amazon também os títulos Beyond the Fence, Feed Me! e In Kitten Chaos).

Em tempo, caso você ainda não conheça as animações do Tofield, elas estão disponíveis no site Simon’s Cat. E se já conhecia, já que o dia 12 de junho está chegando, o que acha de pedir um Simon’s Cat de pelúcia como presente do dia dos namorados?

Simon’s Cat: As aventuras de um gato travesso e comilão
Simon Tofield
240 Páginas
Preço sugerido: R$ 29,00

Saiba mais sobre essa e outras obras no site da L&PM Editores

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One thought on “Simon’s Cat: As aventuras de um gato travesso e comilão (Simon Tofield)

  1. sou fã do gatinho do Simon, e fiquei super curiosa sobre o livro… Gostava já antes de ter gatos, e agora que os tenho gosto ainda mais. Sobre o gatito de pelúcia…meu níver tá aí! 😛

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