Shakespeare Escrevia por Dinheiro – Títulos bizarros

Livros lidos: Cabelo Doido (Neil Gaiman e Dave McKean), Falling Angel (William Hjortsberg), The Book of Lost Books: An Incomplete History of All the Great Books You’ll Never Read (Stuart Kelly), Vampiro Secreto (L.J. Smith), The Shining (Stephen King), Mortalha para uma enfermeira (P D James), Oscar Wilde (Daniel Salvatore Schiffer), There Once Lived a Woman Who Tried to Kill Her Neighbor’s Baby (Ludmilla Petrushevskaya), You Might Be a Zombie and Other Bad News (Cracked.com), Tequila Vermelha (Rick Riordan), I’m Not Hanging Noodles on Your Ears and Other Intriguing Idioms From Around the World (Jag Bhalla) e O Império dos Vampiros (Nazarethe Fonseca).

Leituras em andamento: What Alice Knew: A Most Curious Tale of Henry James and Jack the Ripper (Paula Marantz Cohen) e Ficção de Polpa V.2 (Vários)

Livros que chegaram: Cabelo Doido (Neil Gaiman e Dave McKean), O Mundo das Sombras (L.J. Smith), Mortalha para uma enfermeira (P.D. James), Absolute Sandman V.1 (Neil Gaiman), Oscar Wilde (Daniel Salvatore Schiffer), Tequila Vermelha (Rick Riordan), Intermitências da Morte (José Saramago), Ficção de Polpa V.2 (Vários), Ficção de Polpa: Crimes! (Vários) e Triste Fim de Policarpo Quaresma (Lima Barreto).


Eu não conto para todo mundo, mas já tentei ser escritora, não só leitora. Escrevi uma coisinha aqui e outra ali, meu sonho era ser uma escritora adolescente mundialmente conhecida e… ok, vocês pegaram o espírito da coisa. A verdade é que fora aqueles rascunhos dos meus quinze, dezesseis anos, nunca mais produzi nada, embora ideias estejam sempre me perseguindo. Já aconteceu com você de estar conversando com alguém e de repente você pensa “Nossa, que coisa mais legal que acabei de dizer, preciso escrever um livro para fazer meu personagem dizer isso!”? Bom, comigo acontece bastante. É, eu sei, modéstia não é meu forte.

Enfim, a verdade é que nas poucas vezes que resolvi me arriscar a escrever, algo que sempre empaquei foi no dito cujo do título. Eu travo com títulos até se for em redação para vestibular, não adianta, fico ali pensando que tudo pode ser melhor do que a frase que pensei inicialmente (e que no final das contas será a que eu utilizarei). E o motivo de eu estar falando isso é porque eu quero deixar registrado o quanto eu invejo pessoas que conseguem pensar em títulos legais.

Veja aí o caso de There Once Lived a Woman Who Tried to Kill Her Neighbor’s Baby, Lá vivia uma mulher que tentou matar o bebê de sua vizinha. Vai dizer que você não bate os olhos nesse título e não fica nem um tico curioso para saber um pouco sobre o livro? Ok, aqui a autora acabou lançando mão de um recurso que eu evito ao máximo, títulos muito longos. Mesmo recurso de títulos de outros livros que li este mês, como The Book of Lost Books: An Incomplete History of All the Great Books You’ll Never Read (O livro dos livros perdidos: uma história incompleta de todos os grandes livros que você nunca lerá).

Por falar em O Livro dos livros perdidos, que agonia ao passar os olhos nos capítulos escritos por Stuart Kelly, falando de obras que foram perdidas e que jamais conheceremos. Já não bastava a agonia de saber que não importa quantos livros eu devore, eu jamais lerei todos os livros do mundo, agora ainda tenho que conviver com a ideia de que essa lista poderia ser maior, e que muitas dessas obras poderiam ser melhores. É um mundo cruel esse dos leitores compulsivos, esta é a verdade.

Cruel ou não, pelo menos rende poucas surpresas. Tipo a da foto da P.D. James em Mortalha para uma enfermeira. Sabe aquela história de achar que é “a” Mia Couto? Eu achava que era “o” P.D. James. Aí vejo esta simpática velhinha:

E penso que agora preciso muito ler Children of Men, que ganhou a adaptação cinematográfica que aqui no Brasil chegou com o nome Filhos da Esperança. Se bem que eu tenho que parar com minha mania de ler livros de filmes que já vi. Dei sorte este mês, com Coração Satânico e O Iluminado, até porque os livros são bem diferentes dos filmes, então valeu a experiência de leitura. Aliás, foram alguns dos pontos altos das leituras de março, é importante destacar.

O ponto baixo está sendo What Alice Knew: A Most Curious Tale of Henry James and Jack the Ripper. Estou achando tão, mas tão ruim que tive que desligar o kindle para não arremessá-lo contra a parede. Sério. É revoltante que alguém tenha em mãos Henry James, Oscar Wilde e Jack o Estripador como personagens e não consiga fazer algo no mínimo divertido. Aposto que até minha versão adolescente sonhando em ser escritora mundialmente famosa daria conta disso melhor do que a tal da Paula Cohen.

Mas é assim, né, não dá para acertar sempre. Se eu largar antes de terminar mês que vem eu prometo que falo (finalmente) dos motivos que me levaram a começar a largar livros, quando antigamente eu nem sonharia fazer isso. Saldo do mês continua positivo, já que esse livro aí não entra para a lista dos livros lidos.

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