Harry Potter antes do 30 – Parte I

Quando viu que eu estava lendo Harry Potter e a Pedra Filosofal meu amigo perguntou se eu estava querendo entrar no livro dos recordes como a última pessoa a ler esse livro. A piada faz sentido: 13 anos após o lançamento original,10 após a chegada ao Brasil e cá estou eu, na minha primeira-segunda vez com o título.

Explico: já tinha lido anteriormente (tem aí uns sete anos), mas não me agradou. Falaram que a tradução que era meio fraquinha mas que se lesse no original eu iria gostar. E ano após ano eu fui adiando a tal da leitura “no original”, até que vi uma caixa bacana para vender na Amazon e defini uma meta: terminar a série antes de chegar os 30 anos. A saber, tenho 29.

Enfim, a verdade é que me enrolei mesmo mas ok, terminei o primeiro hoje na hora do almoço. O que dizer? são dez anos de pottermaníacos falando sobre o livro, de filme e tudo o mais. Você não sai ileso disso, mesmo que queira. Somando a isso o fato de que eu já tinha lido o primeiro volume, digamos que a sensação que tive durante a leitura foi de um tremendo vale a pena ver de novo.

Mas é aquela velha história de livros mudarem a cada leitura. Sete anos depois, eu não sou mais a mesma e não espero do que leio a mesma coisa que esperava em tempos de faculdade. Aprendi o valor da leitura por puro entretenimento e não procuro em Harry Potter e a Pedra Filosofal o novo Ulisses da língua inglesa. Acho que deu para entender como foi que recebi o texto, certo?

E mesmo já conhecendo todo o desenvolvimento da história, a verdade é que me diverti. A história de Harry Potter lembra muito aqueles joguinhos que precisa terminar um evento para abrir outros. Eu não faço ideia de como fica mais para frente, porque filme eu só vi até o terceiro e livro eu só tinha lido o primeiro, mas a linguagem é simples mesmo – não tem nada daquela balela da tradução, não. Mas oi, livro infanto-juvenil, você espera fluxo de consciência, narradores múltiplos e afins? Lógico que não.

Harry Potter e a Pedra Filosofal encanta pelo enredo, não pela estrutura. Pode não ser também a coisa mais criativa do mundo (yadda yadda yadda, Neil Gaiman) mas foi desenvolvido de um jeito que tem aquele gostinho bom de sessão da tarde. Sendo bem sincera, fechei o livro e me dei conta de como fiquei com inveja de quem era adolescente ou criança na época que leu essa obra – deve ter sido ainda mais divertido.

(O Especial Harry Potter continua no Meia Palavra)

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4 thoughts on “Harry Potter antes do 30 – Parte I

  1. Lendo sua resenha, eu me lembrei de um amigo que costuma me dizer que eu já ‘passei da idade de Harry Potter há uns dez anos’. Ele não gosta da série, mas acaba tendo de aguentar minhas surtadas (coisa de fã).

    E o meu caso é o que você disse: sou uma dessas pessoas que acompanham Harry Potter há tempo demais. Aquela coisa de espelhamento: cresci com Harry Potter. A medida em que o personagem principal (e seus amigos) faziam descobertas, eu também. Etc.

    Realmente espero que você se divirta com a leitura da saga. Eu me diverti (e ainda me divirto). Lembro de que li A ordem da Fênix em dois dias. Quatro horas da manhã e eu empolgadíssima, lendo e chorando (ok, ignore essa parte). E O Enigma do Príncipe, li em um natal. Todo mundo aproveitando a bebida, o churrasco, etc. e eu, no quarto: “Tá bom, já vou, só estou terminando um capítulo”. haha

    Btw, ensinei minha sobrinha a gostar da série (o que significa que eu terei de levá-la comigo, ao cinema, na sexta, para ver a primeira parte de Relíquias da Morte).

  2. Lendo sua resenha, eu me lembrei de um amigo que costuma me dizer que eu já ‘passei da idade de Harry Potter há uns dez anos’. Ele não gosta da série, mas acaba tendo de aguentar meus surtos (coisa de fã).

    E o meu caso é o que você disse: sou uma dessas pessoas que acompanham Harry Potter há tempo demais. Aquela coisa de espelhamento: cresci com Harry Potter. A medida em que o personagem principal (e seus amigos) faziam descobertas, eu também. Etc.

    Realmente espero que você se divirta com a leitura da saga. Eu me diverti (e ainda me divirto). Lembro de que li A ordem da Fênix em dois dias. Quatro horas da manhã e eu empolgadíssima, lendo e chorando (ok, ignore essa parte). E O Enigma do Príncipe, li em um natal. Todo mundo aproveitando a bebida, o churrasco, etc. e eu, no quarto: “Tá bom, já vou, só estou terminando um capítulo”. haha

    Btw, ensinei minha sobrinha a gostar da série (o que significa que eu terei de levá-la comigo, ao cinema, na sexta, para ver a primeira parte de Relíquias da Morte).

  3. Comecei a ler quase 10 anos atrás. A escola da minha irmã pediu para lerem o livro, aí peguei e comecei a ler. Detestei imensamente.

    Nesses últimos dias quase comprei por impulso, só por comprar mesmo. Essa história não tem apelo nenhum pra mim. Não que literatura juvenil seja ruim (também cansei de ouvir que os personanges crescem, o livro fica mais sombrio, bla bla bla…).

    Não me atrai. E ainda que seja um absurdo falar mal sem ler, acho que essa série é mais um desses mistérios sem explicação da literatura.

    Jamais irei ler. E espero que as pessoas que tiveram contato com o livro não os abandonem com o fim da série.

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