Livros sugeridos por Renato Russo

Hoje o músico Renato Russo completaria 50 anos e como era de se esperar, as homenagens pipocam em todos os cantos. Entre elas, está previsto o lançamento de um CD com 15 duetos  de Renato com artistas nacionais, e o também do livro Como se não houvesse amanhã, publicado pela Record e organizado por Henrique Rodrigues, trata-se de uma coletânea de contos baseados nas canções escritas pelo músico.

As homenagens deixam evidente que musicalmente, alguém pode adorar ou odiar o que ele fez, mas é impossível dizer que foi irrelevante para o rock nacional. As letras são o destaque principal em sua carreira, algumas com versos que são poesia pura, daquelas que várias pessoas gostariam de ter escrito. E foi dessa vontade de compreender como Renato Russo conseguia compor músicas tão bonitas que surgiu uma história bem bacana envolvendo o músico com a Literatura.

Ela se tornou pública em agosto de 2006, na época que marcou os 10 anos da morte de Renato. Zeca Camargo exibiu no Fantástico uma história de um fã que junto com um amigo deixou um bilhete para o músico e logo recebeu como resposta uma carta com sugestões de leituras. Antes da lista, ele diz: Uma boa idéia rapazes é LER LIVROS. Aí vocês verão que nem sou tão original. Ficou curioso sobre as obras recomendadas? Segue a lista:

“Zen e a Arte de Manutenção de Motocicletas”, Robert Pirsig
“A Montanha Mágica”, Thomas Maan
“Admirável Mundo Novo”, Aldous Huxley
“Estórias de Fada”, Oscar Wilde
“A Revolução dos Bichos”, George Orwell
“Capitães de Areia”, Jorge Amado
“Encontro Marcado”, Fernando Sabino
“O Apanhador no Campo de Centeio”, J.D. Salinger
“Discurso Sobre a Servidão Voluntária”, Etienne de la Boétie
“O Senhor dos Anéis”, JRR Tolkien
“Siddharta”, Herman Hesse
“Demian”, Herman Hesse
“Narciso e Goldmund”, Herman Hesse
“O Lobo da Estepe”, Herman Hesse
“Histórias Extraordinárias”, Edgar Allan Poe
“Fundação”, Isaac Asimov
“1984”, George Orwell

Outros autores:

– Júlio Verne
– Fernando Pessoa
– Carlos Drummond de Andrade
– Colin Wilson

Outros livros:

“O Vampiro Lestat”, Anne Rice
“Feliz Ano Velho”, Marcelo Rubens Paiva

“…e milhões de outros livros”

Se surpreendeu com alguma indicação? Quais desses você já leu? Segue abaixo as imagens da carta (encontradas aqui), basta clicar sobre elas para ampliá-las :

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8 thoughts on “Livros sugeridos por Renato Russo

  1. Me surpreendi com Senhor dos Anéis!
    Da lista dele, já li Admirável Mundo Novo, A Revolução dos Bichos, O Senhor dos Anéis, O Lobo da Estepe, Histórias Extraordinárias e 1984. Dos autores, li outros de Wilde e Anne Rice. Uma lista digna.

  2. SOLIDÃO CÓSMICA

    Caríssimo amigo,
    Por aqui, a vida segue seu curso normal. Nada mais natural.
    A Terra continua na sua carreira desabalada, cada vez mais acelerada, rumo ao novo milênio, cativando os terrestres com seu paraíso de vaidade, luxo, oco prazer e os germes da hipocrisia (hoje em dia bem aceita).
    O mal do século continua a solidão acompanhada pela ambição e pelo preconceito, isto não tem mesmo jeito.
    No Brasil, tentam novamente criar um clima de alto astral, tipo “Pra frente Brasil”, como nos dias de ditadura, te lembras?
    A essência permanece a mesma, só muda a aparência.
    O povo, como sempre aproveita a alegria fugaz, aquela epidemia ofegante do carnaval;
    a vitória por meio da Copa que virá para não se pensar nos problemas que virão.
    No geral, o quadro continua corriqueiro: um verão de blecautes, chuvas de granizo enchentes de escândalos, terremotos, tsunamis, e querem atribuir tudo ao El Nino.
    A dengue aumentou, estou dengosa; há casos de febre amarela, mas o câncer da alma diminuiu.
    O descalabro da educação para conseguir bolsas nas escolas públicas; o desemprego constante (eu e nossos amigos continuamos a procurar emprego); a cara de pau dos congressistas com mais uma convocação para sessões extraordinárias, ainda mais em ano eleitoral. Há sujeira e CPIS pra todo o lado, normal.
    Como vê, “a coisa continua coisando por aqui.” Nada mudou, mudam as estações; mas os dias são todos iguais, um tédio com um T bem grande.
    Poucos percebem o outono chegar, e aqui, na minha rua, há pólen no ar…
    Porém, sempre desvio meu olhar desse itinerário contemplativo para o ponteiro do relógio, que continua atrasado. Mas ainda é cedo!
    E para evitar o risco de cair no surto da apatia e da melancolia (você bem sabe dessa minha fraqueza), recomecei a terapia de caminhar de bicicleta todos os dias para espantar a tristeza, para que não seque e mirre o coração nem encolha a alma (já não tenho 1.60cm). Mas tudo bem! Por enquanto, deixe pelo menos, uma janela aberta para que eu possa, de vez em quando, te ver, amigo querido.
    Jamais ouvi dizer, que algum amigo tivesse esquecido o lugar onde enterrou seu tesouro, porque existem amigos, que são únicos, mas que irmãos.

    “O AMIGO AMA EM TODO O TEMPO E, NA ADVERSIDADE, ELE SE TORNA UM IRMÃO.” Provérbio 17, 17

    Regina Rousseau

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