Knots and Crosses (Ian Rankin)

knotsandcrossesUma das coisas que me impulsionavam a evitar ao máximo qualquer releitura (comentei sobre isso há poucos dias no Hellfire) era a angústia de saber que existem por aí milhões de livros que eu não só nunca lerei como também nunca tomarei conhecimento da existência deles. E eu posso largar mão de fazer qualquer coisa da minha vida e ficar só lendo, que mesmo assim ainda não conhecerei muitos escritores que são famosos em seus países, mas não chegaram a agitar nenhuma água aqui no Brasil, por exemplo.

Um bom exemplo disso é o escocês Ian Rankin. Por causa do Fábio comecei a ler Knots and Crosses, primeiro livro da série do Inspetor Rebus. Ele comprou o livro (e sugeriu a leitura) porque Rankin é famoso não só pelas histórias de detetive, mas também por situar essas histórias em uma Edimburgo que os turistas algumas vezes podem não ver. O pub que sua personagem principal frequenta existe de verdade, assim como o endereço de Rebus na realidade fica no lado oposto do lugar onde o escritor morava na época que começou a escrever seu primeiro romance. Isso só citando como exemplos mais óbvios, mas tem muito mais de Edimburgo ali.

Mas é claro que Knots and Crosses não é sobre Edimburgo. É um romance de detetive, no qual Inspetor Rebus é apresentado para o público investigando o desaparecimento de algumas crianças na cidade em que vive. A trama começa meio bagunçada, mas depois os pontos vão se ligando e chega em um ponto que a tensão é máxima – de certa forma me fez lembrar aqueles filmes nos quais os “vilões” armam uma arapuca para quem deveria estar fazendo isso com eles (não quero falar muito sobre isso para não estragar surpresas).

Talvez eu só não tenha achado que seja um daqueles casos de livros imperdíveis (que você simplesmente não consegue parar de ler) porque tem hipnotismo no meio e mesmo estando ciente de todo o conceito de suspensão de descrença e tudo o mais, porém é mais forte do que eu: eu simplesmente não consigo ignorar o fato de que não acredito nisso. Acho que acabou atrapalhando um pouco a experiência geral da leitura, mas não acho que seja um livro ruim – vale a pena ler, especialmente se você tem uma quedinha por histórias envolvendo crimes.

Para terminar, só como curiosidade um pedacinho de um episódio do programa No Reservations, no qual Anthony Bourdain dá uma voltinha em Edimburgo conversando com Ian Rankin. Bem legal!

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