10 perguntas e Meia para Daniel Waters

Daniel Waters é autor dos livros Generation Dead e Kiss of Life, uma série sobre zumbis que (infelizmente) ainda não tem tradução no Brasil.  Apesar de não divulgar por aí informações básicas como local e data de nascimento, o escritor é bastante aberto ao contato com os  leitores, mantendo um blog constantemente atualizado com informações sobre o processo de escrita de seus livros.  Então, torcendo para que Generation Dead chegue logo em português por aqui, é com muito orgulho que trazemos para vocês nosso primeiro 10 perguntas e Meia internacional. Por questão até de clareza publicaremos a tradução da entrevista junto com o original. A tradução é de Gabriel O. Brum (o Tilion).

1. Livros e filmes de zumbi normalmente passam uma ideia de crítica à nossa sociedade. Quando você escreveu Generation Dead, você estava pensando em algo mais do que uma história de horror?

Sim, com certeza. Ou pelo menos em tipos diferentes de histórias de horror.

2. Qual é sua opinião sobre essa febre de livros de vampiros para adolescentes? Teve algum que você já leu e gostou?

Acho que a febre pelos vampiros é ótima, especialmente porque ela levou de maneira bem natural a uma febre por zumbis.

Na verdade não li nenhum dos livros de vampiros para adolescentes mais recentes.

3. Quais são seus filmes de zumbi favoritos?

The Stepford Wives [no Brasil, Mulheres Perfeitas/As Possuídas] e Invasion of the Body Snatchers [Vampiros de Alma] (gosto mais do original). Se preferir o gênero mais tradicional, com Romero não tem erro, mas meu favorito sempre foi Return of the Living Dead [A Volta dos Mortos-Vivos].

4. Que outros livros você recomendaria para alguém que já leu Generation Dead e Kiss of Life?

Hm. Acho que depende se os leitores gostaram deles ou não!

Acredito bastante na variação entre gêneros. Se os últimos vinte livros que você leu foram sobre vampiros, zumbis e elfos, dê um tempo e leia algum tipo de ficção realista. Ou mesmo não-ficção. Misture os gêneros.

5. Qual foi o último livro que fez com que você ficasse com medo?

Uma biografia sobre o meu quadrinista favorito, Wally Wood. Acho que se chamava Against the Grain. A obra me fez perceber como muitos dos meus ídolos criativos cometeram suicídio.

6. Como você acha que a Internet pode ajudar os autores a divulgarem seus livros?

Para mim, a melhor coisa que a Internet pode fazer por um autor é ajudá-lo a entrar em contato com seus leitores. Isso cria uma experiência mais abrangente e interativa para os leitores e ajuda autores velhos e solitários como eu a sentir que podem estar fazendo alguma diferença nas vidas das pessoas.

7. Qual sua opinião sobre o download de livros?

Acho ótimo. É claro que ainda nenhum dos meus livros está disponível para download!

8. Que dicas você daria para um autor que está começando a escrever?

1. Escreva todo dia. 2. Leia todo dia.

Se você quiser escrever profissionalmente, eu acrescentaria 3. aprender como receber um golpe.

9. É dificil assustar as pessoas hoje em dia? Será que quando há um pé na realidade as pessoas procurem mais os livros que misturam realidade e ficção do que os totalmente fictícios?

O mundo é um lugar assustador e é difícil competir com a realidade. Mas se você consegue fazer com que as pessoas se importem com seus personagens e as situações pelas quais eles passam, você sempre pode assustá-las.

10. O que é mais dificil fazer: moldar personagens para espelhar a sociedade ou um nicho que vai se criticar ou pegar atributos de pessoas reais e transformá-los em algo fantástico?

Não sei o que é mais difícil, pois nunca tentei moldar meus personagens com base em pessoas reais. Sei que sempre incorporo a vida real (ou pelo menos a minha percepção distorcida da vida real) nas minhas obras, mas provavelmente sou mais como um corvo que cata objetos brilhantes aqui e ali do que o tipo de fera que engole as coisas inteiras.

Entendi corretamente a sua pergunta?

1/2. Se hoje fosse o Z day…

… eu tentaria me tornar menos saboroso.

kissoflifeNo original:

1. Zombie books and movies are usually seen as a critical take on our society. Were you thinking about something that was more than just a horror story when you wrote Generation Dead?

Yes, absolutely. Or different kinds of horror stories, anyhow–

2. What do you think about this craze of vampire books for teenagers? Is there any that you have read and liked?

I think the vampire craze is great, especially as it led quite nature to a zombie craze.

I actually haven’t read any of the more recent teen vampire books.

3. What are your favorite zombie movies?

The Stepford Wives and Invasion of the Body Snatchers (I’m most fond of the original). For more traditional faire you can’t go wrong with Romero, but my favorite was always Return of the Living Dead.

4. What other books would you recommend to someone who has already read Generation Dead and Kiss of Life?

Hm. I guess it depends if they liked them or not!

I’m a big believer in cross-genre pollination. If you the last twenty books you’ve read have been about vampires, zombies, and elves, take a break with some realistic fiction. Or nonfiction, even. Mix it up.

5. What was the last book that frightened you?

A biography about my favorite comic book artist, Wally Wood. I think it was called Against the Grain. It made me realize how many of my creative idols committed suicide.

6. How do you think the Internet can help authors in advertizing their books?

The best thing, to me, that the Internet can do for an author is help he or she get in touch with their readership. Doing so provides a more well-rounded, interactive experience for the readers, and helps lonely old authors like myself feel like they might be making a difference in people’s lives.

7. What do you think about downloading books?

I think it is great. Of course, none of my work is available for download at this time!

8. What advices would you give to an author who is getting into writing?

1. Write every day 2. Read every day

If you want to write professionally, I would add 3. learn how to take a punch.

9. Is it hard to scare people nowadays? Is it possible that when there is a foot in reality people look more for books which blend reality and fiction than the ones that have a completely fictional backdrop?

The world is a scary place, and it is difficult competing with reality. But if you can make people care about your characters and their situations, you can always scare them.

10. What is more difficult to do, to shape characters in order for them to reflect society or a specific niche that you intend to make a criticism about, or to get attributes from real life people and change them into something fantastic?

I don’t know which is harder, because I’ve never tried to model my characters off of real people. I’m sure that I’m incorporating real life (or my warped perception of real life, anyway) into my writing all the time, but I’m probably more like a crow that picks up shiny objects here and there rather than the type of beast that swallows things whole.

1/2. If today was the Z-Day…

I would try and become less tasty.

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10 thoughts on “10 perguntas e Meia para Daniel Waters

  1. as duas últimas perguntas ficaram demais!!!

    aliás, ele é um cara bem direto e simpático, gostei mesmo. E claro que agora darei atençao aos livros dele.

  2. Meia Palavra tá de parabéns! =)

    Nunca tinha ouvido falar no autor ou nos livros até agora, mas fiquei bastante curiosa para lê-lo.

  3. A entrevista ficou muito boa e ele soube responder as perguntas sendo objetivo e direto.
    Me sinto ainda mais motivado a ler os livros, pena que ainda não lançou no por aqui.

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